terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Árvore da Vida


        Desde quando Katie e Arthur se mudaram para aquela cidade da Irlanda, eles sempre ficaram admirados com a beleza de um jardim ao lado de sua casa. Eles eram apenas crianças, frutos de um casamento não muito feliz, mas acharam na fraternidade, um grande segredo.
         A grade que separava a casa do imenso jardim era gigante. Mas eles conseguiam observar todo o esplendor do jardim. Com árvores centenárias mostrando o seu poder, porém que eram ridiculamente pequenas comparadas a grande árvore do centro.
A infinita copa da arvore se estendia indefinidamente. Era impossível enxergar o começo das raízes dessa poderosa árvore, só se podia ver que as raízes se ramificavam em todo o planeta, dando origem a cada arvore e planta que ousasse sair da terra.
Ficavam espantados com tamanha onipotência. Porém, era tão estranho. Por que as outras pessoas pareciam não ligar para tão belo lugar?
O ar ao redor do local carregava junto de si uma magia estonteante, porém que era impossível de ser sentida por um ser humano.
A única coisa que Arthur conseguiu ouvir no dia que considerava o dia mais feliz da sua vida, foi o um som de água que parecia vir do centro da imensa floresta.
Até que então, enquanto estavam dormindo, viram seus espíritos sendo forçados a deixarem seus corpos para seguirem uma luz que os buscava. Eles atravessaram a grade e adentraram o jardim. O barulho de água ficou mais alto,  e eles se viram diante de uma pequena fonte.
         Em um ponto distante da grande arvore, uma clareira. Se encontrava os dois espíritos e a fonte rústica. Era feita de pedra e tinha um fluxo de água constante que nunca variava. Escorriam por entre essa enorme pedra, esculpida em vários canais que descendiam do principal; de todos os lados, iam para a floresta e outros iam para dentro do solo.
         E como se vissem um anjo se aproximando, tentaram voltar aos seus corpos. Era uma mulher linda, tinha a pele da cor da terra, os cabelos da cor das florestas e os olhos azuis escuros. E então uma força tão pura quanto à perfeição da natureza inundou seus corpos.
         Não se sabia ao certo quem cuidava daquele jardim. Mas era como se houvesse milhares de jardineiros perfeccionistas cuidando do mesmo.Nunca se viu alguém sair ou entrar pelos portões.
         Até hoje tentam entender o mistério daquele jardim. E hoje, existe a lenda que depois de uma moça desaparecer lá, duas crianças que moravam lá também nunca mais foram vistas.

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